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Encontro Técnico sobre Inovação no Setor Público

Um público de mais de 200 pessoas, entre servidores do TCE-PE e outros órgãos públicos, participou do Encontro Técnico sobre Inovação no Setor Público, realizado pela ECPBG. O evento aconteceu no auditório do edifício D. Helder Câmara, na manhã da última sexta-feira (03).A mesa de honra foi composta pelo presidente do TCE-PE, Marcos Loreto; pelo presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa; pelo coordenador em exercício da ECPBG, Gustavo Pimentel; pelo gerente da GPCO, Adriano Lorena e pelos palestrantes Silvio Meira (UFPE/Cesar), Clarice Oliveira (ENAP) e Eduardo Silveira (Eletronorte).

A abertura do encontro foi realizada pelo presidente do TCE-PE, Marcos Loreto, que falou sobre a importância do lançamento do Concurso de Inovação, citando exemplos de atitudes inovadoras já realizadas pelo TCE-PE, como a Escola de Cidadania, que este mês completou sete anos de existência, e a importância de inovar no setor público.

Em seguida, Adriano apresentou o primeiro palestrante, o professor da UFPE e cientista-chefe do CESAR, Silvio Meira que iniciou sua apresentação referindo-se à inovação como sinônimo de “mudança nas regras do jogo”, relatando os problemas da humanidade ao longo da história, as soluções encontradas e os problemas que ainda precisam ser solucionados.

Meira destacou que a mudança é dinâmica. “O que está certo hoje, em breve estará ultrapassado” e que o maior problema da inovação não é aprender coisas novas e sim desaprender as velhas práticas. Ele ressaltou que o serviço público possui maior dificuldade em assumir mudanças, uma vez que se trata de um setor estruturado em regras, mas que deve ter como meta suprir as necessidades da população e não do próprio Estado. “Mais importante que ter ideias é colocá-las em prática para resolver problemas complexos com soluções simples”, concluiu o professor.

Em seguida, a especialista em Políticas Públicas da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Clarice Oliveira, iniciou sua apresentação definindo o significado de inovação utilizado nas premiações realizadas pelos concursos da ENAP. Clarice relatou a história do concurso de inovação de teve início em 1996 e que está na sua 15ª edição. Ela ressaltou a importância do prêmio para a valorização dos servidores públicos por meio da disseminação das novas práticas e sua necessidade para resolução de problemas. Clarice citou exemplos de práticas que foram premiadas, como a iniciativa do INSS que em 1997 inovou com a implantação de postos flutuantes da previdência, o PrevBarco, no estado do Pará a fim de atender comunidades ribeirinhas que não possuíam acesso aos postos das cidades e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que tem a inovação como uma prática constante, sendo vencedor de 13 prêmios. A especialista esclareceu que inovação não quer dizer ineditismo e sim uma forma de utilizar melhor os recursos já existentes e o trabalho em equipe.

Representando a Eletrobrás Eletronorte, o engenheiro Eduardo Siqueira, responsável pelo setor de desenvolvimento tecnológico e eficiência energética, apresentou a Eletronorte e os trabalhos inovadores realizados na empresa. Ele comentou a importância da existência de mestres e doutores trabalhando nas indústrias e não apenas na academia e a necessidade do investimento das empresas em pesquisa, a fim de desenvolver e proteger o capital intelectual e o empreendedorismo. O palestrante mencionou o desafio que é inovar e disseminar as mudanças em uma empresa de grande porte como a Eletrobrás e que por isso se faz necessário o cuidado com o sistema de patentes. Eduardo discorreu sobre o prêmio de inovação Muiraquitã que é de grande importância para a Eletronorte em virtude dos seus impactos como: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos e ganhos de capacidade e flexibilidade operativa, bem como outros aspectos ligados à segurança, padronização e impacto ambiental.

Após espaço para perguntas, o coordenador da ECPBG, Gustavo Pimentel, parabenizou os palestrantes, agradecendo a participação dos mais de 200 inscritos. Em suas considerações finais, Gustavo referiu-se à inovação como uma necessidade para sobrevivência. Salientou a utilidade prática do prêmio, diferenciado dos prêmios de projetos de pesquisa, que são teóricos. Para ele, o prêmio de inovação reconhece o dia-a-dia das instituições e incorpora novas iniciativas. Salientou ainda que as instituições devem investir mais nos seus funcionários ao invés de contratar especialistas para resolver seus problemas. “A maioria dos especialistas somos nós que já estamos nas instituições e conhecemos nossos problemas”. Gustavo comentou que as apresentações foram transmitidas pela primeira vez em tempo real para todas as Inspetorias do TCE-PE.

Escola de Contas Públicas Professor Barreto Guimarães (ECPBG), 08/06/11.

Última modificação emTerça, 24 Maio 2016 11:18

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